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viagem= minivida

Uma reflexão escrita há algum tempo, nunca antes publicada aqui, revista e ampliada agora.

Sempre me perguntava porque viajar é uma experiência que muda a cabeça de muita gente.

Desenvolvi uma teoria de que uma viagem no estilo dos meus mochilões, no qual vamos sozinhos e por um período maior, é uma espécie de mini-vida.

No decorrer das nossas vidas passamos por várias experiências que vão definindo nosso modo de ser e nossa visão de vida, certo?

Só que numa viagem assim, passam-se tantas coisas de maneira mais frequente e intensa. Temos que aprender a lidar com elas de forma rápida.

Exemplos ilustrados com situações que passei:

- Alegrias/prazeres. Quase todos os dias via coisas lindas e diferentes. Me emocionava constantemente.

- Conhecer pessoas interessantes (e outras nem tanto), com as quais trocava ideias e convive por um tempo. Depois estas pessoas se vão, mas ficam para sempre no nosso pensamento. Algumas nunca mais vemos, outras nos se tornam grandes amigas, mesmo na distância. Há ainda aquelas que são essenciais pois nos ajudam de uma forma ou outra.

- Podemos ter perdas (grandes ou pequenas). Minha câmera (veja o relato aqui), outras coisas de somenos importância que esquecia em algum albergue…

- Um acontecimento pode mudar o resto de nossa vida. Conheci Chris, um inglês, no mochilão pela América Latina em 2005. De conhecido, passou para amigo, algo mais e finalmente meu esposo. Nunca imaginei na minha vida que casaria com um inglês (Veja qui o início dos relatos de que como nos conhecemos e aqui o início do relato do casamento)

- Mudanças de opinião. Alguns estereótipos vão por terra ao conhecer de perto a realidade. Eu sempre achei que os alemães, holandeses e ingleses fossem frios. Conheci alguns assim, mas a maioria é super gente boa. Inclusive, Chris e toda sua família são super amorosos…

- Mudamos também de ideia e de rumo. Em meus dois grandes mochilões, tinha um planejamento flexível, mas à medida que ia conversando com as pessoas mudava algumas coisas: não fui a alguns lugares planejados, fui em outros que não havia pensado, fiquei mais tempo em uns lugares, menos em outros…

- Aprendemos a lutar pelo que queremos ou por nossos direitos. Convenci pessoas com jeitinho para conseguir o que queria, e também tive que dar “escândalos” quando tentavam me passar pra trás (exemplo aqui- cruzando a fronteira para o México).

- Sofremos traumas. Em 2005 na América Latina, eu ainda comia peixe. Ao provar um dos pratos típicos peruanos, o tal ceviche, passei tão mal, que nunca mais comi peixe. Nota: todos os peruanos me disseram que eu comi no lugar errado, pois não era na costa. O peixe não devia estar fresco. Ok, mas não importa. Nem cheiro eu gosto mais…

- Arriscamos. Por exemplo, para economizar dava o “salto no escuro” de dividir um quarto com alguém que tinha acabado de conhecer. Nunca aconteceu nada de ruim. Mas na minha cidade mesmo eu fico cheia de dedos de puxar papo com estranhos.

- Ficamos perdidos… com tantos lugares que nunca vimos antes, ficamos perdidos incontáveis vezes. Os mapas ajudam, mas tem alguns que são muito esquemáticos. O desafio é não desesperar e se virar.

- Temos frustrações. Não subir ao vulcão Villarica no Chile, coisa sonhada desde o início da viagem, por causa do mau tempo, foi totalmente frustrante…(ler aqui)

- Temos que tomar decisões. Vou para esta cidade ou aquela? Escolho o passeio dessa agência ou daquela? Às vezes tem que ser rápido (faltam 10 minutos para sair o ônibus para a cidade tal). Às vezes acertamos, às vezes erramos

- Consequentemente nos arrependemos. Tinha 50% de chance de ter tempo bom no vulcão, mas não subimos. Quem subiu, conseguiu. Depois, 5 dias de mau tempo… Por que não arrisquei e subi???? (ainda o relato do vulcão chileno)

- Há coincidências. Conheci pessoas que estavam mochilando também numa cidade e, algum tempo depois, sem combinar, encontrei com elas em outras cidades ou até países diferentes. Aconteceu mais de uma vez! Fiz amizade com duas mulheres em uma cidade perto de Cuzco. Íamos pegar o trem para Machu Picchu. Cada uma tinha reservado o trem em uma agência e dia diferente. 4 vagões com 100 lugares cada um. Não é que, quando o trem chegou e olhamos os bilhetes estávamos as 3 sentadas exatamente lado a lado?

- Escapamos de cada uma! Saí de Yucatan, México, justo antes de um furacão passar por lá. Estive em Machu Pichu uma semana antes do deslize que deixou 1500 turistas “presos” lá.

- Coisas dão errado sim (clima, horários de ônibus, etc…), mas aprendi a ajustar-me/adaptar-me. Inclusive à cultura (na Bolívia, as mulheres costumam fazer xixi na rua. Com aquelas saias, é fácil, é só abrir a perna. Em viagens longas naquele país, não tinha muita opção de banheiro. O primeiro xixi na rua foi estranho, depois me acostumei)

- Surpresas mil. Lambada em português ainda faz tanto sucesso em alguns países que é até toque de celular. É ou não é surpreendente? (ver aqui)

Devem ter percebido que estou com o Modus filosófico on…

a jornada da vida...  Cap Creus, Espanha.

a jornada da vida…
Cap Creus, Espanha.

Este videopost traz uma curiosidade do nosso país, Brasil: o teleférico construído no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro é  um meio de transporte para a população local, mas também é uma atração turística.

Aproveito pra agradecer meus primos Fabiano e Alexandre, que nos levaram lá. Até mesmo as participações não programadas no video (como podem ver exemplos no final) valeram pelas risadas, meninos. :)

Teleférico do Complexo do Alemão, Rio de Janeiro

Teleférico do Complexo do Alemão, Rio de Janeiro

Teleférico do Complexo do Alemão, Rio de Janeiro

Teleférico do Complexo do Alemão, Rio de Janeiro

Algumas pessoas me perguntam se vale a pena comprar passe de trem, tipo o Eurorail, para viajar em alguns países da Europa.

A resposta é: depende. Depende principalmente da sua rota e seu tempo de viagem.

O eurorail pode ser por tempo, tipo 15 dias consecutivos ou por região (2 a 3 países fronteiriços). Por tempo o preço é mais salgado, mas você não tem limitação de países.

Minha sugestão é a seguinte: faça seu roteiro, as cidades que quer visitar e o tempo que terá. Veja o preço do Eurorail para seu destino.

Depois, calcule quanto você gastaria se tivesse que comprar trecho a trecho. Para saber isso, só pesquisando mesmo, leva tempo. Você pode colocar no Google: trains Germany, por exemplo, e vai sair na empresa responsável pelos trens da Alemanha. Todos têm opção de inglês, no mínimo. No sites tem buscadores de trem, dá para você saber a média de quanto custa o trecho desejado. Você faz isso com todos os trechos, soma e veja se a diferença é grande.

Leve em consideração duas coisas:

1)    O passe oferece alguns descontos em hospedagem, transporte local e museus, de acordo com o país.

2)    Se quiser garantir seu lugar em um trem específico com horário e dia determinado, algumas vezes mesmo com o passe, você deve pagar uma taxa.

Para dizer a verdade, para mim não compensou. O passe para cobrir os 4 meses em que mochilei pela Europa em 2007 era mais caro que comprar tudo separado. Somente na Escandinávia, que é muito cara, comprei o Scanrail. Li que o passe dava desconto na passagem de navio entre Finlândia e Suécia, mas isso acabou até saindo de graça!

Trem é a maneira mais europeia de viajar. Legal e diferente para nós, brasileiros. Claro que, mesmo sem um passe, você vai andar muito de trem. Mas também é interessante pesquisar voos. Com antecedência, dá para comprar voos bem baratos. Mas cuidado que alguns cobram para despachar bagagem e outros aterrisam em aeroportos distantes, fazendo com que tenha que pegar um transporte até a cidade, o que aumenta tempo e $$.

Para economizar de verdade, há uma empresa de ônibus que faz trechos somente entre países (não entre cidades dentro do mesmo país). Claro que é mais demorado, mas se tiver tempo… É a Eurolines.

Ah! Se você morar na Europa por pelo menos seis meses, você pode comprar um Interail, que é o que os europeus podem usar e sai bem mais barato.

Vendo a paisagem passar em um trem pela Europa...

Vendo a paisagem passar em um trem pela Europa…

O Chris, meu marido, inglês, leu uma vez em um guia turístico gringo sobre nosso país (não conseguiu lembrar qual) algo assim: “Qualquer país adoraria ter a imagem que o Brasil tem: lugares lindos, mulheres bonitas, clima bom, carnaval, povo hospitaleiro, bom de samba e futebol”.

Mas não é assim que nós nos vemos. Realmente o Chris estranhou que vários brasileiros falassem tão mal do Brasil, pois é difícil achar um estrangeiro que tenha reclamações mais sérias. Apesar do canto “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor” estar ressoando nos estádios em praticamente todos os jogos da Copa, a maioria dos brasileiros parece ter uma baixa autoestima em relação à nacionalidade. Eu sou uma brasileira orgulhosa e ai de quem falar mal do Brasil perto de mim (inclusive, com o Chris, uma das nossas “regras” de convivência é que ele não pode falar mal do Brasil- com uma exceção: o trânsito).

O “complexo de inferioridade brasileiro” começou a me incomodar desde que foi anunciado que a Copa 2014 seria aqui. “Imagina na Copa” virou um bordão. Agora pergunto, passada metade do campeonato: alguém imaginava uma copa tão legal? Não estou vendo comentários de trânsito caótico, aeroportos não funcionais e em BH posso atestar que isso não vem acontecendo (para quem lê em inglês,recomendo esta reportagem do jornal britânico The Guardian).

Claro que temos problemas, que precisamos melhorar muitas coisas, mas é preciso também ver o que temos de bom.

Estão saindo algumas matérias sobre estrangeiros que falam bem do Brasil ou comparam com problemas que outras nações têm (listo algumas no final).

O francês Olivier Teboul, que mora em BH, havia feito uma lista com curiosidades brasileiras e a número 25 é “Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num pais onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!”

Por isso, resolvi me juntar ao coro, pois conheço muitos países e claro que uso minha cultura para comparar. Neste blog há vários casos que explicitam isso. Mas coloco aqui alguns exemplos de três países em que morei e que supostamente são mais desenvolvidos e ricos que o Brasil. A ideia não é criticar estes países, mas usar algumas situações que eu vivi para demonstrar que não é só no Brasil que algumas coisas acontecem, mas que elas não são motivo para se amar menos um país:

Espanha:

  • Em Barcelona, a fila de registro de estrangeiros é tão grande, que, para garantir conseguir pegar senha e ser atendido, há quem durma na fila. É muito comum também a venda de lugar.
  • Eu morei lá com visto de estudante. Este tipo de visto não dá direito à previdência social, de acordo com a lei. Ao tentar se inscrever na “seguridad social” eles barram os estudantes… exceto em um local específico, que fazia a inscrição normalmente para nós estudantes, sabe-se lá porque. Com isso, consegui atendimento médico e até fiz um curso na área de turismo, totalmente gratuito.
  • Em relação ao transporte público, ok, metrô bom em Barcelona, mas bem menos frequente que o de São Paulo. Algumas vezes, o sistema de som anunciava a estação errada.
  • Já a companhia responsável pelos trens da Espanha, a Renfe, é tão desorganizada, que até vira piada. Os trens atrasam muito com frequência. É comum que de repente parem no meio do trajeto por algum tempo. A viagem para casa da minha tia que morava no interior era de uma hora na teoria, mas às vezes podia demorar três. Eu sempre voltava mais cedo, porque podia atrasar o horário de chegada. Um dia, esperava uma colega que ia apresentar um trabalho comigo no mestrado. Ela foi enviando mensagens desesperadas: Estou na Renfe/ O trem parou/ O trem começou a andar para trás! Ela só chegou no final da aula. Com tudo isso, é a perfeita desculpa quando se chega atrasado: “culpa de la Renfe”.

EUA:

  • Todos sabem que o sistema de saúde só funciona para quem pode pagar. Há até um seriado sobre isso (Breaking bad). Uma amiga de minha avó sentia dor no braço e não queria ir ao hospital. Minha avó achou que ela estava enfartando e a obrigou a ir. Ela ficou algumas horas sobre medicação, fez um exame simples e voltou para casa. Ainda bem que não era nada sério, mas a conta ficou em… U$20mil!
  • Há metrô nas grandes cidades, o que, para mim, é o melhor sistema de transporte público. Mas, como regra geral, no resto das cidades, não há metrô e o sistema de ônibus é horrível. Quem não tem carro, dança. Os ônibus demoram a passar, geralmente a cada hora.
  • Uma vez eu não pude voar para o Brasil de Nova Iorque, devido à nevasca. Vários voos foram cancelados e um dos maiores aeroportos do mundo virou um caos só.

Inglaterra:

  • A Inglaterra quase todo ano sofre com a neve ou com a chuva. Ano passado houve várias enchentes que causaram destruições e deixaram várias pessoas desabrigadas.
  • Em uma país com território 4 vezes menor que Minas Gerais, mas 4 vezes mais população, há frequentemente filas para tudo: para ir ao banheiro, para comprar comida, para pegar a comida, para entrar nos lugares… Além disso, o trânsito em Londres é desesperador, com engarrafamentos constantes.
  • Este ano teve greve de metrô em Londres, que deixou a cidade de Londres em caos.
  • Em julho de 2013, quando cheguei para o casamento, devido à “altíssima” temperatura de 30 graus, o asfalto de uma estrada principal havia simplesmente derretido. Conclusão: do aeroporto até a cidade do Chris, um trecho de cerca de 180 km, o qual levaríamos mais ou menos duas horas, com trânsito bom, para percorrer, gastamos 12 horas!!!
  • Nas olimpíadas 2012, causaram uma gafe diplomática, ao trocar a bandeira da Coreia do Norte pela da inimiga Coreia do Sul. As atletas se recusaram a entrar.

Veja alguns posts interessantes:

Gringos provam que os problemas não são só no Brasil

Que tem um link para um blog muito interessante: Só no Brazil

Uma holandesa que lista as coisas do Brasil, já antigo, mas ressuscitado aqui.

eu-sou-brasileiro

Para terminar a série Isso não estava no roteiro, relato um susto, mas que teve um final incrível e muito legal.

Em Salzburg, Áustria, cidade natal de Mozart, fiquei em um albergue há uns 20 minutos de caminhada do centro histórico. Saí durante o dia para a parte histórica. Lá pelas 21 horas, já bastante escuro, peguei meu mapa e comecei a andar de volta para o albergue. Ao sair da parte histórica, as ruas, além de escuras, estavam totalmente desertas. Totalmente mesmo, nem uma alma. Comecei a temer. Se aparecesse alguém com más intenções, poderia tentar fazer o que quisesse comigo, já que não havia ninguém para me ajudar. Bastante apreensiva, apertei o passo e fui orando por proteção. Para piorar, tinha guardado o mapa, não querendo dar muita pinta de turista caso aparecesse alguém e acabei errando o caminho e dando volta. Minha mente se enchia de dúvidas: tiro o mapa e olho o caminho ou vou pela intuição porque sabia mais ou menos em qual direção seguir? Se aparecer alguém é melhor perguntar o caminho ou seria muito arriscado?

No meio desta indecisão, comecei a escutar sons vindo da rua perpendicular à que eu estava.

Volto para não cruzar com o som ou vou em direção dele?

Aí distingui que o som eram pessoas cantando uma música. Não falo uma palavra de alemão (além daquelas 4 ou 5 básicas), mas reconheci a melodia. Era uma música cristã, que só tem uma frase, repetida várias vezes. Na tradução em português:

Caminhamos pela luz de Deus.

(escute aqui: http://www.youtube.com/watch?v=ekc8TIDNGpg)

Vi as 4 pessoas andavam pela rua, cantando esta canção em diferentes vozes. Tive certeza de que podia confiar nelas e de eram anjos (veja aqui o que são os anjos) enviados para me guiar em segurança. Fui andando atrás deles, cantando a música em português. Não deu outra: eles passaram exatamente em frente ao meu albergue. Antes de entrar, disse, em português mesmo: obrigada. Um deles virou para trás e me deu um sorriso, sem interromper a cantoria…

Salzburg, Austria.

Salzburg, Austria.

Vista noturna de Salzburg, Austria.

Vista noturna de Salzburg, Austria.

O penúltimo post desta série ïsto não estava no roteiro”:

Estive em Bruxelas, capital da Bélgica, de passagem vinda da encantadora cidadezinha belga Brugges e indo para Berlim. Tinha um dia todo e conheci as partes mais interessantes (Atomium e a Grande Plaza). Não dava tempo de ver muito mais, mas ainda faltavam algumas horas para a partida. Viajar de mochilão significa não comprar muita coisa, seja pelo dinheiro ou pelo peso. Mas minha mãe coleciona imãs de geladeira de lugares do mundo e são baratos e leves. Então eu entrei nas lojas de lembrancinhas procurando um imã.

Em uma loja um rapaz estrangeiro (parecia árabe, mas não tenho certeza) me atendeu. Eu costumo ser simpática, adoro conhecer gente nova. A loja estava vazia e ele também foi simpático. Ainda pedi (e ganhei) um desconto. Comecei a conversar com ele pois tinha tempo e, de quebra, praticava o francês. Infelizmente ele misturou as coisas. Quando me despedi, ele estendeu a mão. Estendi de volta, pensando que era um cumprimento amigável. Aí ele me puxou para o lado dele e tentou me envolver com seus braços. Para minha sorte, antes, quando estava embarcada no primeiro navio e com tempo de sobra, eu havia pedido a um dos seguranças que me ensinasse truques de autodefesa. Ele me ensinou defesa para três possibilidades de “ataque”: chave de braço por trás, pela frente com um braço e, felizmente, pela frente com dois braços. Difícil de descrever, mas é mais ou menos: girar meus dois braços fazendo um círculo no ar, ao mesmo tempo desvencilhando meus braços e abaixando os braços dele. Intuitivamente, ainda acrescentei um “toque” pessoal: deu uma empurrada no peito dele ao final, dando tempo de sair correndo…

No entanto, o que mais lembro de Bruxelas é o cheiro de waffles em todas as estações de metrô. É uma comida popular lá.

Veja fotos e lei as legendas para conhecer um pouco de Bruxelas.

Atonomium.

Atonomium.

A praça principal de Bruxelas já foi considerada pelo rei Carlo V a mais bonita da Europa.

A praça principal de Bruxelas já foi considerada pelo rei Carlos V a mais bonita da Europa.

Esta fonte com a estátua de um menino fazendo xixi, Manneken Pis, é uma das principais atrações de Bruxelas. Ele veste roupinhas ao longo do ano, doadas por diversos países, inclusive o Brasil.

Esta fonte com a estátua de um menino fazendo xixi, Manneken Pis, é uma das principais atrações de Bruxelas. Ele veste roupinhas ao longo do ano, doadas por diversos países, inclusive o Brasil.

Eu sempre falo que a Espanha é um país menor que Minas Gerais, mas que consegue ter em seu território pelo menos 5 línguas e alguns grupos separatistas. O mais famoso deles é o ETA, que busca a independência do País Vasco (veja aqui mais informações sobre o País Vasco). Quando morei em Barcelona, tive oportunidade de ir neste (atual) estado espanhol. Lá fui à Bilbao, a capital, e também à bela San Sebastian. Os voos eram de Barcelona a Bilbao na ida e volta. Entre as duas cidades bascas fui de ônibus.

San Sebastián pareceu-me bem revolucionária: cartazes e pichações pedindo independência, cheguei a presenciar uma passeata pela liberação de presos políticos.

Na volta a Bilbao para pegar o avião a Barcelona, o ônibus foi parado pela polícia. Pensei que era algo de rotina, tipo fiscalização. Um policial entrou e ficou vários minutos dentro do ônibus. Parecia que buscava algo. Suponho que uma bomba. Olhou os compartimentos de colocar bolsas, verificou embaixo das poltronas. Pediram os documentos de uns dois homens, fizeram perguntas que não entendi (não sei se porque falaram em euskara ou pelo nervosismo em que eu estava) e mandaram bruscamente outro desligar o telefone celular… Creio que não tenho cara de terrorista porque não pediram meus documentos. A demora foi fazendo todos ficarmos nervosos. Eu comecei a temer perder o voo, mas principalmente fui contaminada pelo clima tenso que tomou conta do ônibus. Imagina viver isso com frequência?

Se gostou deste post, leia: clima de terrorismo.

San Sebastián, País Vasco. Espanha.

San Sebastián, País Vasco. Espanha.

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